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Vulgaridade x Decência da mulher


   Antes de qualquer análise sobre tais personalidades, é importante saber a definição de cada palavra. Segundo o dicionário Priberam, vulgaridade significa “qualidade ou caráter do que é vulgar; coisa ou pessoa vulgar”. Pela definição do mesmo dicionário, decência significa “conjunto de exterioridades que harmonizam a aparência da pessoa com o seu porte, maneiras, linguagem, etc”.

   Uma mulher vulgar é facilmente taxada como tal pelo seu modo de vestir, pelo seu comportamento e vocabulário. Ela usa roupas curtas, que mostram mais do que sugerem. A cor da peça também pode demonstrar vulgaridade. Não em todos os casos, obviamente. Usar roupas impróprias para a ocasião social também faz com que as pessoas a associem a uma mulher vulgar.

   O comportamento vulgar é mostrado por gestos desnecessários, como forma de atrair atenção para si. Isto acontece porque seus recursos interiores são tão poucos que a única forma de se diferenciar de outras mulheres requer este tipo de atitude.

   O vocabulário de uma mulher diz muito sobre a sua personalidade. Se ela tem um linguajar repleto de palavras chulas, ou seja, palavrões, facilmente será dita como vulgar. O palavrão, segundo o site “Fono: fonoaudiologia em ação” é válido para expressar desabafo ou surpresa, desde que não dirigido de forma ofensiva e gratuita a um único interlocutor. É comum, por exemplo, escutarmos diversos palavrões durante uma partida de futebol quer no campo, quer nas arquibancadas, mas quando eles são transmitidos pela boca de uma mulher freneticamente, passará uma imagem negativa da mesma.

   Ainda analisando a vulgaridade, lembro-me de um trecho da música “Mulheres vulgares” dos Racionais MC’s. O trecho é o seguinte:
Mulheres vulgares. Uma noite e nada mais”.

   Completando o sentido do trecho acima, a mesma música traz o seguinte trecho:
“Envolve qualquer um com seu ar de ingenuidade.
Na verdade, por trás, vigora a mais pura mediocridade.
Te domina com seu jeito promíscuo de ser.
Como se troca de roupa, ela te troca por outro.
Muitos a querem para sempre,
Mas eu a quero só por uma noite, você me entende?”

   São trechos autoexplicativos,  porém é importante ressaltar o que diz o penúltimo verso. Uma mulher vulgar não quer compromisso com um só homem – não por muito tempo -, ela rapidamente sentirá o desejo de ter outro homem para se relacionar.

   Segundo a Bíblia Sagrada, em Provérbios 11:16, “A mulher graciosa guarda a honra, como os violentos guardam as riquezas.” Ser uma mulher graciosa, decente, está relacionado a comportamento, ou melhor, a um bom comportamento. Isso é automaticamente quebrado quando ela, a mulher, profere vários palavrões, é escandalosa e mal educada com o próximo.

   Seria interessante que as mulheres se vestissem com pudor para não causar más impressões às pessoas. Todas são dotadas de beleza interna e externa. Então, não precisa haver a necessidade de transparecer, sensualmente, tal qualidade; basta ser feminina. Caso a moda atual reforce a vulgaridade da mulher, é preciso refletir sobre os objetivos ao imergir em tal tendência.

   Na Bíblia, há uma passagem que fala sobre o que Deus acha sobre sensualidade, a qual se encontra em Gálatas 5:19:
“Portanto as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição,
impureza, lascívia.”

   Lascívia é o mesmo que sensualidade. Algumas roupas chegam a ser tão transparentes e justas que se podem ver as roupas íntimas por sob elas, como também as costas, seios e barrigas à mostra. Portanto, a vestimenta da mulher não deve ser aquela que chama a atenção a ela de alguma maneira, mas deve ser a que exalte a sua beleza feminina, com decência.





Pray, please!

       No último domingo, 27 de janeiro de 2013, o Brasil sofreu uma grande perda: 236 jovens de entre 16 e 22 anos morreram em um incêndio numa boate em Santa Maria - RS e vários continuam em estado grave na UTI de hospitais da região. 236 jovens que deixaram dor e sofrimento em milhares e milhares de pessoas, que  deixaram famílias e amigos, deixaram sonhos. 
       É lamentável todo esse sofrimento, é lamentável saber que tudo isso poderia ter sido evitado se as partes responsáveis tivessem feito o seu trabalho corretamente. É lamentável saber que, infelizmente, foi preciso uma grande desgraça para as leis começarem a ser cumpridas. 
       Em nome do Acervo de Miss, venho deixar os meus pêsames a todos os familiares e amigos das vítimas, e porque não dizer:  meus pêsames ao Brasil!? Venho pedir a vocês, leitores, que possam sempre estar orando para que Deus dê conforto a todos eles e aos sobreviventes. Muita fé, paz e saúde!




A MAIOR TRAGÉDIA DE NOSSAS VIDAS

Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.

A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta. Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.

A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.

As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.

Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.

Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.

Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.

Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.

Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.

Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.

Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?

O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.
A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.

Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.

Mais de duzentos e quarenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.

Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.

As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.

Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.

As palavras perderam o sentido.

(Fabrício Carpinejar)







MULHERES, com maiúsculas.






    No dia 8 de Março de 1857, mulheres morreram em busca de seus direitos para que hoje, você, mulher, possa usá-los com dignidade. Após muitos anos, seus desejos foram se realizando, e elas/vocês foram reconhecidas. Direitos concebidos.
   E mais anos passaram, mulheres ocupam cargo de poder pelo mundo, mulheres desenvolvem seus negócios, mulheres... Mulheres? Escabreado. É como estou. Onde estão as mulheres? As mulheres, as mulheres de verdade - MULHERES, com maiúsculas e com ênfase para que não se confundam com as "novinhas" e "popozudas" que se submetem a dançar e cantar seus mais novos direitos, "sentar, quicar e ficar caladinha". Aquelas mulheres que lutaram por dignidade, direitos. Direitos? Quais?
   Perdi-me em meio a tantas "minas ourando". "Que isso novinha?" Surpreenda Caetaneando, seus valores - ou DESvalores, estão expostos a uma rude sociedade. Quer direito a um cara que pensa em você toda hora? Não seja uma "Prisioneira" da alienação.  
           (M.S)






11 de Janeiro - Dia do "Obrigado"!


   Obrigada, mãe!; Obrigada mesmo, professora!; Obrigada, motorista!; Obrigada, amiga!; Obrigada pelo pão de cada dia, Deus!; Obrigada pelo presente! Não precisava...; Obrigada por segurar para mim!; Obrigada por apanhar para mim. Sou desatenta!; Obrigada por me avisar!; Obrigada pelo troco!; Obrigada... Obrigada... Obrigada...

   Já pararam para pensar em quantos "Obrigada (o)!" falamos no dia a dia? É claro que essa palavra de agradecimento varia de costume para costume e de experiência para experiência. Mas vamos combinar que tal palavra já ficou tão automática que, em muitas situações, simplesmente só a falamos sem medir se o agradecimento foi verdadeiro ou não. 
   Esse deveria ser um gesto verdadeiro e cheio de paz, não só uma expressão comum como um "Oi". Que a gente possa agradecer pelas coisas mais simples também! Por exemplo: ao descer do ônibus, você simplesmente desce as escadas e continua a andar sem, sequer, agradecer ao motorista pela condução. Sei que você pagou para estar ali e até mesmo foi em pé, mas esquece a sua situação... Pensa na do motorista: ele está lá, diariamente, tendo que cumprir o seu trabalho mesmo aguentando abuso verbal, falta de educação, risco de assalto e muitas outras coisas. Se você passar por ele e agradecer por ele ter te levado até ali, aquilo vai alegrar o dia dele, pode ter certeza. 
   Pratique o agradecimento! Agradeça sem querer algo em troca! Seja educada (o)!  Energias positivas atraem mais energias positivas.

Feliz dia do "obrigado" para todas (os) vocês e obrigada, de coração, por estarem nos acompanhando, seguindo e comentando sempre que podem. 

E obrigada a Deus, pois, sem ele, não estaríamos aqui.



Só tem mulher quem pode!


[...] Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo' no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar.
[...] Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.
Não tolha a sua vaidade.
É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apoie.
Cérebro feminino não é um mito.
Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.
Não faça sombra sobre ela.
Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.
Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.
É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay.
Só tem mulher quem pode!


(Luiz Fernando Veríssimo)



Aí tem!



As coisas são como são. Se alguém diz que está calmo, é porque está calmo. Se alguém diz que te ama, é porque te ama. Se alguém diz que não vai poder sair à noite porque precisa estudar, está explicado. Mas a gente não escuta só as palavras: a gente ouve também os sinais.

Ele telefonou na hora que disse que ia ligar, mas estava frio como um iglu. Você falava, falava, e ele quieto, monossilábico. Até que você o coloca contra a parede: "O que é que está havendo?". "Nada, tô na minha, só isso." Só isso???? Aí tem.

Ele telefonou na hora que disse que ia ligar, mas estava exaltado demais. Não parava de tagarelar. Um entusiasmo fora do comum. Você pergunta à queima-roupa: "Que alegria é essa?" "Ué, tô feliz, só isso". Só isso????? Aí tem.

Os tais sinais. Ansiedade fora de hora, mudez estranha, olhar perdido, mudança no jeito de se vestir, olheiras e bocejos de quem dormiu pouco à noite: aí tem. Somos doutoras em traduzir gestos, silêncios e atitudes incomuns. Se ele está calado demais, é porque está pensando na melhor maneira de nos dar uma má notícia. Se está esfuziante demais, é porque andou rolando novidades que você não está sabendo. Se ele está carinhoso demais, é porque não quer que você perceba que está com a cabeça em outra. Se manda flores, é porque está querendo que a gente facilite alguma coisa pra ele. Se vai viajar com os amigos, é porque não nos ama mais. Se parou de fumar, é uma promessa que ele não contou pra você. Enfim, o cara não pode respirar diferente que aí tem.

Às vezes não tem. O cara pode estar calado porque leu um troço que mexeu com ele, ou está falando muito porque o time dele venceu. Pode estar mais carinhoso porque conversou sobre isso na terapia e pode estar mais produzido porque teve um aumento de salário. Por que tudo o que eles fazem tem que ser um recado pra gente?

É uma generalização, mas as mulheres costumam ser mais inseguras que os homens no quesito relacionamento. Qualquer mudança de rota nos deixa em estado de alerta, qualquer outra mulher que cruze o caminho dele pode ser uma concorrente, qualquer rispidez não justificada pode ser um cartão amarelo. O que ele diz importa menos do que sua conduta. Pobres homens. Se não estão babando por nós, se tiram o dia para meditar ou para assistir um jogo de vôlei na tevê sem avisar com duas semanas de antecedência, danou-se: aí tem.

                                                                                            (Martha Medeiros)


A bailarina



Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.
Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.
Cecília Meireles

Mais um texto clichê.



            Talvez esse seja mais um texto que faço, talvez seja mais um de meus textos clichês que falam da falta de amor ou do amor não correspondido.
              Mas o que fazer se não me vem mais inspiração pra falar de verdadeiros amores? Pra falar de corações ateados, de amor eterno, de verdadeiros amantes?
             Escrevo o que penso e o que sinto, não o que os outros querem ler. Escrevo pra desabafar, pra falar, pra escrever. Escrevo pra você, escrevo na esperança de que um dia possa ler.
             Vivo ao meio de linhas
e rabiscos, vivo no preto e no branco; o rosa você me levou. Para onde? Eu não sei. Sei apenas que sem ele eu vou vivendo, vou escrevendo; vou morrendo.
             Até certo tempo minhas linhas tinham cores, tinham amores, tinham beijo. Hoje ela só vê preto, vê saudade, vê desejo e eu fraquejo. Fraquejo por pensar em você, por escrever sobre você e para você.
              Talvez eu consiga voltar a escrever algo novo um dia, talvez eu consiga amar e sorrir, beijar e sonhar; Talvez um dia você volte e me ajude com tudo isso, talvez, quem sabe você seja de novo o meu abrigo.
            Não sei onde está, se está, porque está. Vou vivendo e escrevendo esperando você voltar porque quando eu mais precisei ao meu lado eu não te encontrei.        














Outra vez.



Eles não pareciam – e nem eram – um casal comum. Eles se conheciam sem nem olhar nos olhos. Como era incrível! Um sabia exatamente o que o outro precisava, sabiam dar o carinho perfeito na hora exata. Eu, antes uma criança, sonhava em ter um amor como o deles.
Era amor – disso eu tinha certeza. Mas não era só amor, era amizade, companheirismo, paixão. Era confiança. Lealdade.
Quem conhecia aquela história achava perfeita. Como alguém poderia amar outro alguém por tanto tempo e com tanta intensidade? Como alguém poderia ter um amor tão leal? O que eu não contei ainda é que eles moravam longe um do outro... O que deixa a história ainda mais incrível.
Um amor que supera ao tempo e a distância. Seria pra sempre, não seria?
Não! Por mais cruel que seja não seria pra sempre. Não foi pra sempre.  Calma. Não que o amor tenha acabado ou ido embora, pelo contrário, o amor continuava ali, intacto. Mas, de repente, eles descobriram que não se conheciam tão bem.

De repente, eram dois desconhecidos outra vez. Dois desconhecidos que se amam – sim, se amavam. Mas dois desconhecidos. Como amar um desconhecido? Bom, disso eu não sei, mas eles sim, eles sabiam. E mesmo que tudo tenha acabado, eles ainda se amavam.
Dois desconhecidos que se amavam, mas não estavam juntos. Não estariam mais juntos.
          É como dizem – se é que dizem: O amor, o verdadeiro amor, permanece fiel. Não importa a quem.






Namore um cara que lê...




Namore um cara que se orgulha da biblioteca que tem, ao invés do carro, das roupas ou do penteado. Ele também tem essas coisas, mas sabe que não é isso que vai torná-lo interessante aos seus olhos. 

Namore um cara que tenha uma pilha de três ou quatro livros na cabeceira e que lembre o nome da professora que o ensinou as primeiras letras.

Encontre um cara que lê. Não é difícil descobrir: ele é aquele que tem a fala mansa e os olhos inquietos. Ele é aquele que pede, toda vez que vocês saem para passear, para entrar rapidinho na livraria, só para olhar um pouco. Sabe aquele que às vezes fica calado porque sabe que as palavras são importantes demais para serem desperdiçadas? Esse é o que lê.
Ele é o cara que não tem medo de se sentar sozinho num café, num bar, num restaurante. Mas, se você olhar bem, ele não está sozinho: tem sempre um livro por perto, nem que seja só no pensamento. O rosto pode ser sério, mas ele não morde, não. 

Sente-se na mesa ao lado, estique o olho para enxergar a capa, sorria de leve. É bem fácil saber sobre o quê conversar.
Diga algo sobre o Nobel do Vargas Llosa. Fale sobre sobre as novas traduções que andam saindo por aí. Cuidado: certos best-sellers são assunto proibido. Peça uma dica. Pergunte o que ele está lendo – e tenha paciência para escutar, a resposta nunca é assim tão fácil.

Namore um cara que lê, ele vai entender um pouco melhor seu universo, porque já leu Simone, Clarice e –talvez não admita– sabe de memória uns trechos de Jane Austen. Seja você mesma, você mesmíssima, porque ele sabe que são as complicações, os poréns que fazem um a grande heroína. Um cara que lê enxerga em você todas as personagens de todos os romances.

Um cara que lê não tem pressa, sabe que as pessoas aprendem com os anos, que qualquer um dos grandes tem parágrafos ruins, que o Saramago começou já velho, que o Calvino melhorou a cada romance, que o Borges pode soar sem sentido e que os russos precisam de paciência.

Um namorado que lê gosta de muita coisa, mas, na dúvida, é fácil presenteá-lo: livro no aniversário, livro no Natal, livro na Páscoa. E livro no Dia das Crianças, por que não? Um cara que lê nunca abandonará uma pontinha de vontade de ser Mogli, o menino lobo.
E você também ganhará um ou outro livro de presente. No seu aniversário ou no Dia dos Namorados ou numa terça-feira qualquer. E já fique sabendo que o mais importante não é bem o livro, mas o que ele quis dizer quando escolheu justo esse. Um cara que lê não dá um livro por acaso. E escreve dedicatórias, sempre.

Entenda que ele precisa de um tempo sozinho, mas não é porque quer fugir de você. Invariavelmente, ele vai voltar –com o coração aquecido– para o seu lado.

Demonstre seu amor em palavras, palavras escritas, falas pausadas, discursos inflamados. Ou em silêncios cheios de significados; nem todo silêncio é vazio.

Ele vai se dedicar a transformar sua vida numa história. Deixará post-its com trechos de Tagore no espelho, mandará parágrafos de Saint-Exupéry por SMS. 

Você poderá, se chegar de mansinho, ouví-lo lendo Neruda baixinho no quarto ao lado. Quem sabe ele recite alguma coisa, meio envergonhado, nos dias especiais. 

Um cara que lê vai contar aos seus filhos a História Sem Fim e esconder a mão na manga do pijama para imitar o Capitão Gancho.

Namore um cara que lê porque você merece. Merece um cara que coloque na sua vida aquela beleza singela dos grandes poemas. Se quiser uma companhia superficial, uma coisinha só para quebrar o galho por enquanto, então talvez ele não seja o melhor. Mas se quiser aquela parte do “e eles viveram felizes para sempre”, namore um cara que lê.
Ou, melhor ainda, namore um cara que escreve.


( Baseado no "Namore uma garota que lê", texto escrito pela Rosemary Urquico . Versão de Bruno Palma e Silva )


Namore uma garota que lê...




Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.

Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.

Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criado pelo autor. Sente-se. Se quiser, ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.

Compre para ela outra xícara de café. Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gostaria de ser a Alice.

É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade, mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco com o seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa. É que ela tem que arriscar, de alguma forma.

Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance e diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.

Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.

Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo.

Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo.

Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.

Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu (Cat in the Hat) e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.

Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.

Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve.





~ De Rosemary Urquico







Coloque a sua maquiagem e um sorriso no rosto. Levante a cabeça e seja forte. O mundo não precisa saber que você passou a noite chorando.


(Bárbara Coré)




      Ela tem charme, tem um sorriso que encanta qualquer um. Mesmo de jeans e camiseta ela é a mulher mais sexy do mundo. Quando passa na rua os homens caem aos seus pés, as outras sentem inveja. Todos a querem. Todas querem ser como ela. Ela tem um sorriso criança e um olhar mulher. Ela tem o poder de arrancar suspiros, hipnotizar... Todos os homens mudam tudo por ela. Ela tem graça. Ela tem o que quer e é o que quiser, a hora que quiser. Ela é simpatia, ousadia, fogo. Ela é e sabe que é. Ela é você. Ela é mulher.

T. R.